
Virginia Fonseca apresentou sua defesa à Justiça na Ação Civil Pública de R$ 120 milhões que corre contra ela e a Blaze. A informação foi revelada com exclusividade pela coluna Fábia Oliveira. O documento foi juntado aos autos na segunda-feira, dia 21 de setembro.
Na defesa, Virginia afirmou que não teve nenhuma atuação na operação da plataforma da Blaze, e que por isso não poderia ser responsabilizada por problemas operacionais. Ela também negou qualquer envolvimento na administração dos jogos, resultados, saques ou depósitos.
A influenciadora ainda disse que sua remuneração era fixa, com pagamentos mensais ligados às entregas de publicidade, e negou que seu pagamento variasse conforme as perdas dos apostadores que ela captava. Segundo ela, os contratos com a Blaze previam a produção de stories, gravações e o uso de sua imagem.
Virginia informou que sua relação comercial com a Blaze foi encerrada em 14 de agosto, e que as negociações para romper o contrato já tinham começado antes da ação ser proposta na Justiça.
Sobre o episódio da Copa do Mundo 2026, ela garantiu que o story em que aparecia apostando na vitória de Cabo Verde sobre a Argentina foi devidamente identificado como publicidade, com a indicação "#publi". Ela negou ter feito promessa de lucro aos seguidores e disse ter deixado claro que o sucesso das apostas não era garantido. Virginia também apontou que a vitória de Cabo Verde foi discutida no debate esportivo profissional da época.
Por fim, a influenciadora questionou o valor de R$ 120 milhões cobrado a título de danos morais coletivos e a metodologia usada para chegar a esse número. A ação foi movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, o MPDFT, contra Virginia e a Foggo, empresa dona da marca e operação da Blaze no Brasil.
Fonte: Metropoles - Fábia Oliveira




