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Notícias/POLÍTICA22/09/2026· KF News

Mendonça contesta Moraes e mostra que Lulinha era alvo de investigação da Polícia Federal

Foto: Divulgação/Poder360

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, apresentou ao presidente do STF, Edson Fachin, uma manifestação de 76 páginas contestando relatórios de inteligência da Polícia Federal usados por Alexandre de Moraes contra ele. O documento foi enviado na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, e se tornou público na terça-feira, 22 de setembro.

O ponto central da disputa é a figura de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Um dos relatórios da PF o classificava como "terceiro não investigado" na operação Sem Desconto e questionava sua inclusão em uma representação policial. Mendonça diz que a informação é falsa. Segundo ele, os próprios documentos da PF mostram que Lulinha era alvo de medidas requeridas nas petições 15.068 e 15.071, com sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados.

O relatório também comparou as decisões de Mendonça sobre Lulinha e ACM Neto, do União Brasil da Bahia, sugerindo que o ministro adotou critérios diferentes conforme o lado político dos investigados. Mendonça nega e afirma que as decisões foram absolutamente iguais nos dois casos. ACM Neto teve os sigilos bancário, fiscal e telefônico quebrados nas petições 16.400 e 16.461.

O ministro ainda afirma que o relatório atribuiu a ele falhas que, na realidade, seriam da própria PF, com o propósito, nas palavras dele, "nítido e claro" de analisar criticamente o trabalho dos policiais da operação Sem Desconto.

Em 3 de setembro, Moraes havia apontado "fortes indícios" de que Mendonça praticou improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero. Mendonça nega tudo e diz que Moraes distorceu o conteúdo dos documentos.

Na manifestação, Mendonça faz seis pedidos a Fachin: arquivamento da representação de Moraes, abertura de investigação contra Moraes por abuso de autoridade e denunciação caluniosa, investigação para identificar quem produziu os relatórios, declaração de ilicitude dos relatórios, proibição de novos relatórios no mesmo sentido e acesso à íntegra do inquérito das fake news, que já dura 7 anos.

Fonte: Poder360