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Notícias/FOFOCA24/09/2026· KF News

Empresa de Ana Hickmann alega crise, mas Justiça encontra R$ 9,8 milhões disponíveis em caixa

Foto: Instagram/Reprodução

A empresa da apresentadora Ana Hickmann, a Hickmann Serviços Ltda., pediu à Justiça o parcelamento das custas de um processo alegando atravessar uma grave crise econômico-financeira. O pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, o TJSP, que manteve a decisão de primeira instância.

O motivo foi simples: os próprios registros da empresa mostravam R$ 9.896.310,30 em disponibilidades líquidas, em depósitos bancários, contra um passivo circulante de R$ 551.216,25. Com base nisso, o juiz concluiu que havia dinheiro suficiente para arcar com as despesas processuais.

A Hickmann Serviços recorreu e alegou que esses valores não estariam disponíveis para uso imediato. Mas o relator, desembargador Teodozio de Souza Lopes, da 17ª Câmara de Direito Privado do TJSP, não aceitou o argumento. Segundo ele, a empresa não entregou documentação suficiente para comprovar a dificuldade financeira, mesmo depois de o tribunal pedir que as provas fossem complementadas.

O TJSP citou ainda o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, o STJ, que exige comprovação concreta da situação financeira — com dados sobre ativos, passivos, patrimônio e fluxo de caixa — para que o parcelamento seja concedido a uma empresa.

O caso faz parte de uma disputa maior com o empresário Vagner de Oliveira, que afirma ter emprestado R$ 2,05 milhões à Hickmann Serviços, com vencimento em março de 2023. Com encargos, o débito teria chegado a R$ 3.716.025,20 em março de 2026. Na mesma ação, Oliveira pede que Ana Hickmann e outras empresas sejam responsabilizadas pela dívida, alegando confusão patrimonial e sucessão empresarial — pontos que, segundo a própria reportagem, são alegações do credor e não representam reconhecimento judicial de fraude.

Fonte: Metropoles - Fábia Oliveira