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Notícias/NEWS24/09/2026· KF News

Xi Jinping chega aos EUA para visita de três dias e é recebido por Trump na Base Andrews

Foto: Divulgação/Jovem Pan

Xi Jinping, presidente da China, chegou nesta quarta-feira (23) a Washington para uma visita de Estado de três dias. Trump foi pessoalmente recebê-lo na Base Andrews, nos arredores da capital americana — um gesto considerado excepcional. A última vez que um líder chinês fez uma visita de Estado à capital americana foi há mais de dez anos.

Os dois líderes vão discutir inteligência artificial, Irã e comércio. Em declarações divulgadas pela agência estatal Xinhua, Xi Jinping afirmou que os dois países devem ser "parceiros e não rivais" e que os interesses americanos e chineses estão "profundamente entrelaçados". Disse ainda que os povos dos dois países "têm desfrutado de intercâmbios amistosos de longa data".

A programação da visita inclui show aéreo militar, saudação com 21 tiros de canhão e um banquete na Casa Branca na noite de quinta-feira (24), com a presença da elite empresarial e política dos EUA. A visita se encerra na sexta (25) com um chá para os dois casais presidenciais e uma visita aos Arquivos Nacionais, onde está guardada a Declaração de Independência dos Estados Unidos.

Nas conversas preliminares de domingo, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e o seu par chinês, He Lifeng, abordaram a criação de um canal de comunicação para tratar de preocupações sobre inteligência artificial. Bessent anunciou também que a trégua comercial entre as duas potências será prolongada até janeiro.

Jonathan Czin, do Instituto Brookings, declarou à AFP que as expectativas de resultados concretos eram baixas, já que "a distância de negociação é grande demais". Analistas apontaram que a China já começa a olhar além de Trump, cujo segundo mandato termina no início de 2029. Dentro do próprio Partido Republicano, o senador Roger Wicker criticou a recepção suntuosa, chamando Xi de "ditador brutal". O secretário de Estado Marco Rubio defendeu o encontro, dizendo que "os líderes das duas principais potências armamentistas precisam conversar".

Fonte: Jovem Pan