
Os advogados Camilla e Gabriel Ramos, esposa e filho do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), foram pessoalmente ao advogado-geral da União, Jorge Messias, levar uma proposta de acordo em nome do Banco Master. O encontro aconteceu em 8 de setembro de 2025, dia em que o presidente do BRB teria dito a um interlocutor que o banco de Daniel Vorcaro "poderia quebrar a qualquer momento". Messias recusou de imediato e deixou claro que a União não tinha nenhum interesse em discutir acordo sobre os precatórios do setor sucroalcooleiro.
O escritório Queiroga, Vieira, Queiroz e Ramos (QVQR) foi contratado pelo Master no final de 2024 para atuar em 12 casos que concentravam R$ 8,5 bilhões em precatórios de usinas do setor. Em agosto de 2025, Gabriel Ramos enviou um e-mail à AGU pedindo a audiência para tratar da "possibilidade de realizar acordo em ações indenizatórias contra a União por usinas do setor sucroalcooleiro em fase de cumprimento de sentença". A AGU argumentou que ainda existe grande controvérsia judicial sobre a comprovação dos prejuízos alegados pelas usinas e que, em vários processos, a União contesta até mesmo o direito do Master de atuar como parte.
Nesta quarta-feira (23/9), Messias comemorou a decisão do corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, que cancelou R$ 4,7 bilhões em precatórios do setor e mandou devolver o dinheiro à Conta Única do Tesouro Nacional, chamando-os de "fraudulentos". Camilla Ramos era tratada por assessores de Vorcaro como parte da chamada "turma do KN". Segundo o Metrópoles, Vorcaro teria reservado uma mansão no Rio de Janeiro para as famílias do desembargador Newton Ramos e do ministro Kássio Nunes Marques passarem o carnaval.
Fonte: Metropoles




