
O topo do Judiciário brasileiro atravessa um momento de grave crise de imagem. O STF está fragmentado internamente, o TSE é atingido por tabela por causa da crise do Supremo, e o STJ enfrenta escândalos ainda mais sérios: suspeitas de venda de sentenças e o afastamento de um ministro por importunação sexual.
A ligação entre o STF e o TSE é direta e intrínseca. Três dos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral vêm do próprio Supremo. O presidente do TSE é o ministro Kassio Nunes Marques. André Mendonça e Dias Toffoli também ocupam cadeiras como ministros efetivos da corte eleitoral. Já Gilmar Mendes e Flávio Dino atuam na condição de substitutos.
Toda essa turbulência acontece num momento especialmente delicado: às vésperas das eleições. Com o STF dividido, o TSE com credibilidade abalada e o STJ sob investigação por corrupção, a cúpula do Judiciário vive, segundo a reportagem, uma grande vulnerabilidade diante da opinião pública brasileira.
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