
O ex-governador Romeu Zema (Novo) se recusou a dar ao governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), a mesma autorização concedida a outros políticos do partido: a de declarar apoio ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) já no primeiro turno das eleições. A negativa de Zema é chamada internamente de "fogo amigo" pela campanha de Simões e vista como mais um empecilho à candidatura do aliado. O problema é ainda maior porque Simões já havia declarado apoio a Flávio para um possível segundo turno, o que torna a situação politicamente desconfortável e gera desgaste entre os dois. O cenário ocorre em meio a uma pressão dos bolsonaristas para que Zema desista da sua candidatura e apoie Flávio diretamente. Zema não cedeu, mas liberou que filiados ao Novo declarem apoio ao senador, como é o caso de Marina Helena (Novo-SP), candidata a deputada federal. Também na manhã desta segunda-feira (28/9), o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), que fazia campanha fortemente crítica a André do Prado (PL-SP), desistiu da candidatura e passou a apoiá-lo. O gesto foi elogiado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que publicou nas redes sociais: "atitude que coloca o Brasil acima de tudo. Gesto nobre." No campo do Novo em Minas, o candidato ao Senado Marco Antônio Costa, o Superman, pede votos apenas para Flávio Bolsonaro, sem mencionar Zema. O presidente do Novo em Minas, Christopher Laguna, chegou a reclamar publicamente da ausência de manifestações de Superman em apoio ao correligionário mineiro.
Fonte: Metropoles




