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Notícias/POLÍTICA28/09/2026· KF News

WhatsApp é citado em 37% das ações de assédio eleitoral no trabalho, aponta pesquisa do TST

Foto: Divulgação/Poder360

Uma pesquisa do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho revelou que o WhatsApp foi o meio mais citado em casos de assédio eleitoral no ambiente de trabalho, aparecendo em 37% das ações analisadas. Os dados foram divulgados na segunda-feira, 28 de setembro de 2026. O levantamento analisou detalhadamente 138 processos ajuizados até dezembro de 2025, selecionados a partir de um universo de 662 processos cadastrados no sistema eletrônico da Justiça do Trabalho entre maio de 2023 e dezembro de 2025.

Facebook e Instagram foram mencionados em 14,5% das ações. Outros casos envolveram aplicativos de mensagens, plataformas de comunicação corporativa e sistemas de empresas. O estudo aponta que o uso de meios digitais permite que a pressão vá além do ambiente de trabalho, chegando por grupos, aplicativos e redes sociais.

O assédio eleitoral ocorre quando um trabalhador é pressionado ou constrangido por causa da sua escolha política. A pesquisa identificou que a prática também acontece por meio de falas, documentos, comunicados, mecanismos psicológicos, mobilizações obrigatórias e ameaças ou ofertas de vantagens econômicas.

O estudo divide o assédio em 4 modalidades: vertical, quando a pressão vem de chefes ou superiores; horizontal, entre colegas do mesmo nível; mista, quando envolve os dois grupos ao mesmo tempo; e institucional, quando está ligada a políticas ou à cultura da própria empresa.

Nas provas usadas nos processos, os juízes consideraram mensagens digitais, gravações de áudio, depoimentos de testemunhas, documentos, atas notariais, confissões e materiais de investigações de outros órgãos. Nos casos em que o assédio não foi reconhecido, a falta de provas foi o principal motivo em cerca de um terço das decisões.

Das ações analisadas, 88% foram movidas por pessoas físicas — 57% homens e 43% mulheres. O Ministério Público do Trabalho entrou com 12% das ações, principalmente em casos de repercussão coletiva. Em uma análise mais ampla, com 688 processos até junho de 2026, 32,1% das ações tinham dois ou mais réus. Um processo chegou a ter 19 pessoas apontadas como responsáveis. A Justiça do Trabalho registrou 823 processos sobre o tema entre maio de 2023 e setembro de 2026, sendo 189 apenas em 2026.

Fonte: Poder360