
O presidente Lula fez um discurso duro na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta terça-feira (22 de setembro de 2026). Ele afirmou que a credibilidade da organização "nunca esteve tão baixa" desde que subiu pela primeira vez àquela tribuna, em 2003. Na avaliação de Lula, a ONU está falhando em uma das suas missões mais importantes: livrar a humanidade do flagelo da guerra. O presidente também criticou o Conselho de Segurança, formado por cinco países — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia — todos com poder de veto, mecanismo que ele chamou de "imobilismo". Lula lembrou que o Brasil já alertava para os riscos do veto desde 1946, na primeira sessão da Assembleia Geral. Ele classificou esse mecanismo como um "vício" que deu origem a um "pecado original" da Carta da ONU, ao conferir às grandes potências o que chamou de "privilégio da insensatez". Disse reconhecer "a realidade do poder", mas afirmou que as concessões à "lei do mais forte" já ultrapassaram os limites. Defendeu que os líderes dos países do conselho se reúnam para debater o cenário internacional, marcado por guerras e conflitos. Esta foi a 11ª participação de Lula na abertura da Assembleia Geral como presidente. Antes do discurso, ele cumpriu reuniões bilaterais, entre elas com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e tem encontro previsto com o secretário-geral da ONU, António Guterres. A agenda brasileira inclui ainda reuniões sobre a situação da Palestina, desigualdade e direito internacional humanitário.
Fonte: Poder360




