
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, respondeu na noite de terça-feira, dia 22 de setembro de 2026, ao pedido feito pelo colega Alexandre de Moraes para investigá-lo por abuso de autoridade e improbidade administrativa. A resposta de Mendonça tem 76 páginas e pede o arquivamento sumário do pedido. Além disso, ele quer que o presidente do STF, Luiz Edson Fachin, reconheça que a Polícia Federal utilizou relatórios que ele classifica como "ilícitos" contra ele.
O caso começou em 3 de setembro, quando Moraes usou "relatórios de inteligência" para afirmar que Mendonça teria tentado interferir na condução das investigações dos casos Master e INSS. Depois disso, Fachin abriu um procedimento paralelo e pediu manifestações do diretor-geral da Polícia Federal, do próprio ministro Mendonça e do procurador-geral da República.
Na resposta, Mendonça diz que, no dia 1º de setembro, Moraes usou o inquérito das Fake News para que a chefia da PF enviasse os relatórios de inteligência sobre sua atuação. Na avaliação de Mendonça, o relatório usado não teria valor probatório e ele teria sido incluído no inquérito de forma arbitrária. O ministro declarou que foi o próprio Moraes quem agiu com abuso de autoridade, afirmando que "os vícios que o prolator imputou a este signatário são, na realidade e em verdade, aqueles verificados em seu próprio ato".
Fonte: Poder360




