
Em coletiva de imprensa nesta terça-feira, dia 6, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) falou sobre as articulações políticas para o segundo turno das eleições. Ele contou que já se reuniu com representantes do Republicanos e do Podemos — os dois partidos devem consultar suas bancadas antes de bater o martelo sobre um eventual apoio. Flávio também agradeceu publicamente o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, que declarou apoio à candidatura. Nesta quarta-feira, dia 7, o candidato recebe a bancada eleita do partido Novo.
Na mesma coletiva, Flávio comentou a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6 por 1, que está em discussão no Senado. Ele disse ter uma proposta "infinitamente melhor": dar liberdade ao trabalhador para montar sua própria jornada. Deu como exemplo mães que não conseguem cumprir 8 horas diárias de trabalho e propôs garantir um voucher para creche privada, caso não haja vaga em creche pública, além do direito de trabalhar menos horas por dia, como 4 horas. Disse que quem quer trabalhar mais, trabalha, e quem precisa de menos horas também teria esse direito. Flávio ainda prometeu reduzir impostos sobre a folha de pagamento e cortar burocracia. Chamou a PEC atual de "oportunista" e criticou o governo Lula por só tocar no assunto às vésperas do segundo turno.
O candidato confirmou presença nos debates e disse que quer comparar os dois governos. Sobre o ex-presidente norte-americano Donald Trump, que se disse surpreso com o resultado do primeiro turno, Flávio usou as declarações para afirmar que Lula está isolado no cenário internacional. Sobre as abstenções, que chegaram a 33 milhões no primeiro turno, disse entender que muita gente não acredita mais em político, mas pediu que os eleitores saiam de casa e votem.
Fonte: Jornal de Brasília




