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Notícias/POLÍTICA06/10/2026· KF News

Moraes arquiva inquérito contra Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio, Marcos do Val e Ed Raposo

Foto: Divulgação/Poder360

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou o inquérito que investigava o senador Marcos do Val, sem partido pelo Espírito Santo, e os jornalistas Oswaldo Eustáquio, Allan dos Santos e Ed Raposo. A decisão foi tomada no dia 4 de setembro de 2026, mas só veio a público na segunda-feira, dia 5 de outubro, depois de uma reportagem do jornal Valor, confirmada pelo Poder360.

A Polícia Federal tinha indiciado o grupo pelos crimes de obstrução de Justiça e incitação ao crime. O motivo eram postagens nas redes sociais com críticas e exposição de dados do delegado Fabio Shor.

A PGR, no entanto, concluiu que a apuração não demonstrou que houve uma articulação organizada para incitar crimes ou atrapalhar as investigações conduzidas pelo delegado. Segundo o parecer, as condutas relatadas poderiam se enquadrar como crimes contra a honra. Como esse tipo de infração exige uma queixa formal por parte do próprio ofendido, e o delegado não apresentou essa manifestação, o processo não pôde seguir adiante. Moraes acompanhou integralmente o entendimento do Ministério Público Federal.

O delegado Fabio Shor atuou em apurações de repercussão no STF, incluindo o caso sobre a tentativa de golpe de Estado que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados. Em março deste ano, ele foi nomeado assessor no gabinete do próprio ministro Moraes.

A defesa de Oswaldo Eustáquio, que está foragido, confirmou o arquivamento na terça-feira, dia 6 de outubro, e anunciou que vai pedir a revogação do mandado de prisão dele, argumentando que não há nenhuma acusação formal contra o jornalista. O próprio Eustáquio disse ao Poder360 que está "arrumando as malas" para voltar ao Brasil, mas condicionou o retorno à eleição de Flávio Bolsonaro, do PL, à presidência da República.

Vale destacar que Eustáquio ainda responde por outro processo. A PGR o denunciou em agosto por crime de associação criminosa, por ter atuado nos atos contra o resultado das eleições de 2022, usando as redes sociais e participando de manifestações em frente a quartéis militares contra a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: Poder360