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Notícias/TECNOLOGIA22/09/2026· KF News

Relatório da Akamai aponta que extensões de IA no navegador corporativo são um risco crescente de segurança

Foto: Xataka Brasil/Xataka

Um novo relatório da Akamai, empresa especializada em cibersegurança e nuvem, revelou que mais de 40% dos usuários corporativos já instalaram extensões de inteligência artificial no navegador do trabalho. E o alerta é grave: segundo o estudo, essas extensões são 60% mais propensas a ter falhas de segurança conhecidas — as chamadas CVEs — do que as extensões comuns.

O problema vai além das brechas técnicas. O relatório aponta que 64% dos usuários tiveram ao menos uma extensão de IA alterando as próprias permissões ao longo de um ano, ou seja, a ferramenta passou a acessar recursos que não acessava no dia em que foi instalada. Como essas extensões funcionam dentro do navegador — o mesmo onde o funcionário faz login em e-mail, sistemas internos e até contas bancárias — o potencial de estrago é alto.

O vazamento de informações também acontece por outro caminho: mais de 6% das conversas corporativas com chatbots de IA contêm dados sensíveis, quase sempre informações pessoais. E 47% dessas interações ocorrem por contas pessoais, completamente fora do controle da empresa.

O estudo se chama "The Agentic Frontier" e foca na chamada IA agêntica — agentes que não apenas respondem a perguntas, mas executam tarefas, acessam APIs e agem de forma autônoma em múltiplos sistemas. A tese da Akamai é que a segurança precisa parar de vigiar só as identidades humanas e começar a governar o comportamento dessas "identidades não humanas" que já atuam dentro das empresas.

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