
O Paraguai lançou, em 16 de setembro, uma linha de crédito de US$ 100 milhões voltada para empresas que querem se instalar ou expandir suas operações no país. Cada operação pode receber até US$ 2,5 milhões. O dinheiro pode ser usado para construir fábricas, comprar máquinas, equipamentos e tecnologia, além de aumentar a capacidade produtiva. O prazo de pagamento é de 15 anos, com 3 anos de carência, e os juros começam em 8,5% ao ano em dólar. Os recursos ficam disponíveis para retirada a partir de 1º de outubro.
Quem financia é a AFD, Agência de Financiamento do Desenvolvimento do Paraguai. O Banco Nacional de Desenvolvimento é o principal executor, mas bancos privados também participam do programa.
A linha de crédito faz parte do programa Paraguay Industrial, que ainda prevê um portal digital para pré-credenciamento de projetos, ações para combater práticas de dumping, melhorias na logística do país e respaldo legal para a REDIEX, rede oficial de atração de investimentos estrangeiros.
Suelen Raizer, fundadora da Frontexa, consultoria para indústrias que querem produzir no Paraguai, disse que o interesse de empresários brasileiros tem crescido. "Cada dia que passa, a gente vê notícias que atraem mais essas empresas. O Paraguai quer se tornar um hub industrial da América Latina", afirmou.
Desde 2007, mais de 230 empresas brasileiras migraram para o Paraguai pelo regime de maquila, o que representa 70% das mais de 320 empresas estrangeiras que escolheram o país. Nesse regime, a carga tributária média é de 12%, contra 80% no Brasil. As maquiladoras pagam 1% de imposto sobre valor agregado e têm isenção de Imposto de Renda, inclusive sobre dividendos, além de benefícios na compra de máquinas e na importação de matéria-prima.
Fonte: Poder360




