
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, negou os pedidos da campanha do presidente Lula para retirar do ar propagandas eleitorais de Flávio Bolsonaro. As decisões foram tomadas na quarta-feira, 7 de outubro de 2026. Os vídeos em questão associam Lula ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, às fraudes no INSS e à regulamentação dos cassinos virtuais.
Em uma das propagandas, o conteúdo afirma que Lula teria "dividido o seu poder" com Moraes. O PT argumentou que a peça criava uma ideia de aliança entre os dois sem apresentar evidências. Kassio, porém, entendeu que a afirmação é uma interpretação política sobre a relação entre autoridades públicas e que não configura falsidade evidente.
Outro vídeo mantido no ar é chamado de "Os passos de Lulinha no INSS". O material relaciona Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, às investigações sobre fraudes no instituto e menciona suspeitas envolvendo pessoas investigadas no caso.
Sobre os cassinos virtuais, o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, chamou Lula de "pai do Tigrinho". O conteúdo afirma que a oposição tentou barrar a inclusão dos cassinos virtuais na chamada Lei das Bets, mas que a base do governo teria atuado para derrubar a medida no Congresso. Kassio também manteve esse vídeo.
Em decisão diferente, o ministro mandou retirar do ar vídeos do deputado André Janones, do PT de Minas Gerais, que afirmavam que Flávio Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Kassio considerou a informação falsa, sem respaldo nos fatos ou em qualquer proposta legislativa, e entendeu que o conteúdo ultrapassava os limites da crítica política permitida durante a campanha.
Fonte: Poder360




