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Notícias/SAÚDE19/10/2026· KF News

Preços de medicamentos hospitalares sobem 0,08% em setembro após dois meses de queda, aponta Fipe

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Os preços dos remédios adquiridos pelos hospitais voltaram a subir em setembro, depois de dois meses seguidos de queda. O Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais, o IPM-H, registrou alta de 0,08% no mês, após recuos de 0,69% em julho e de 0,05% em agosto. O índice é calculado todo mês pela Fipe com base em dados da plataforma Bionexo 360º, da Bionexo Tasy.

Em setembro, outros índices de inflação também avançaram: o IPCA subiu 0,82% e o IGP-M avançou 1,57%. Os medicamentos no varejo variaram apenas 0,02%, de acordo com o IBGE.

Apesar da alta do IPM-H, 8 dos 12 grupos terapêuticos monitorados registraram queda de preços. Os grupos que mais puxaram o índice pra cima foram os agentes antineoplásicos, com alta de 0,52%, e os imunoterápicos, vacinas e antialérgicos, com 0,22%. Também subiram remédios para sangue e órgãos hematopoiéticos, com 0,21%, e para aparelho digestivo e metabolismo, com 0,15%.

Do lado das quedas, o aparelho respiratório teve o maior recuo, de 1,70%, seguido de preparados hormonais, com 1,63%, e anti-infecciosos de uso sistêmico, com queda de 1,41%. Também caíram sistema musculoesquelético, em 0,73%, aparelho cardiovascular, 0,34%, sistema nervoso, 0,33%, órgãos sensitivos, 0,11%, e aparelho geniturinário, 0,03%.

Os princípios ativos que mais contribuíram para a alta em setembro foram: adalimumabe, carfilzomibe, abemaciclibe, bevacizumabe e enzalutamida. Já os que puxaram pra baixo foram: cloreto de sódio, lenalidomida, triptorrelina, claritromicina e sevoflurano.

O diretor de Estratégia da Bionexo Tasy, Herbert Cepêra, alerta que queda em mais categorias não significa redução geral nos custos, já que remédios de maior peso podem influenciar bastante o orçamento hospitalar. O economista da Fipe Bruno Oliva aponta que setembro foi fora do padrão histórico: entre 2015 e 2025, a variação média do mês era de queda de 0,53%. No acumulado, o IPM-H ainda está no negativo, com queda de 0,68% em 2026 e de 2,32% nos últimos 12 meses.

Fonte: Jornal de Brasília