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Notícias/POLÍTICA18/10/2026· KF News

PF pede mais 90 dias para investigar financiamento do filme Dark Horse ligado a Vorcaro e Bolsonaro

Foto: Divulgação/Jovem Pan

A Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a prorrogação por 90 dias do inquérito que investiga o financiamento do filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi encaminhado na quinta-feira, dia 15, depois que o prazo da investigação venceu no sábado, dia 10. A corporação afirma que ainda precisa realizar perícias, analisar dados e obter informações financeiras no exterior.

O inquérito apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção ativa e organização criminosa. O alvo central é o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que teria se comprometido a investir aproximadamente R$ 134 milhões na produção. Desse total, US$ 12,3 milhões foram efetivamente enviados ao fundo Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos.

A PF apontou contradições no depoimento do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, que firmou acordo de delação premiada. Ele disse não saber que os US$ 12,3 milhões enviados ao exterior seriam destinados ao filme. Mas uma carta-acordo apresentada pelo próprio colaborador menciona expressamente a produção cinematográfica e fala em compromisso de US$ 24 milhões. Os investigadores também identificaram que R$ 12 milhões foram depositados na conta da empresa de Freixo por uma companhia ligada ao circuito financeiro de Vorcaro, um dia antes da primeira transferência internacional.

A PF também encontrou inconsistências nos contratos de câmbio da produtora Go Up Entertainment: foram registradas 20 operações de US$ 2,8 milhões justificadas como empréstimos, mas o contrato apresentado previa apenas US$ 920 mil. Entre as diligências pendentes estão a análise de dados de Fabiano Zettel e Freixo, perícia contábil dos repasses e obtenção de documentos de empresas estrangeiras. A investigação ainda identificou mensagens apontando o senador Flávio Bolsonaro como interlocutor direto de Vorcaro, cobrando pagamentos e acompanhando as gravações. Flávio nega irregularidades e diz que os recursos eram privados.

Fonte: Jovem Pan