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Notícias/NEWS19/10/2026· KF News

Manifestantes acampam em Lisboa e Porto e exigem medidas contra a crise da moradia em Portugal

Foto: Vinícius Trindade/Pexels

Desde o último sábado, dezenas de barracas coloridas estão espalhadas pela Praça Pedro IV, no centro de Lisboa, ao redor da coluna monumental que domina a praça. O mesmo acontece no Porto. Os manifestantes montaram um acampamento improvisado e não pretendem sair, mesmo diante das ameaças do governo português de iniciar processos judiciais contra eles.

No acampamento, as pessoas circulam, conversam e preparam cartazes e faixas que penduam na base do monumento. As mensagens são diretas: "Geração sem moradia", "Moradia é um direito, não um luxo" e "Quero um lugar para morar".

Os manifestantes acusam o governo de não tomar nenhuma atitude diante da crise habitacional e ainda de querer facilitar o despejo de inquilinos. Em setembro, o Parlamento aprovou, em primeira votação, uma reforma para acelerar o despejo em casos de atraso no pagamento do aluguel, como parte de uma flexibilização do mercado de locação.

Miguel Gregorio, de 22 anos, mostrou bem o tamanho do problema. Ele ganha o salário mínimo de 920 euros, o equivalente a cerca de 5.213 reais, e diz que é impossível pagar um aluguel de 1.500 euros, cerca de 8.500 reais. "Com 920 euros, não consigo pagar um aluguel de 1.500 euros. É uma questão matemática; até uma criança de cinco anos entenderia!", declarou.

Fonte: Jornal de Brasília