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Notícias/POLÍTICA25/09/2026· KF News

Lula vai banir bets do Brasil e prepara pacote contra dívidas das famílias

Foto: Divulgação/Poder360

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai anunciar nesta sexta-feira, 25 de setembro, o banimento das bets no Brasil. A medida faz parte de um pacote mais amplo que o governo está preparando para combater o endividamento das famílias brasileiras, que inclui também um novo programa de renegociação de dívidas antigas e mudanças nas regras de crédito.

A estratégia do governo é apresentar medidas com efeito direto no dia a dia dos eleitores antes da eleição. O Poder360 já havia mostrado que o endurecimento das regras das bets estava sendo pensado junto com outras ações econômicas, como o Novo Desenrola e o fim da taxa das blusinhas.

A proibição deve ser publicada como Medida Provisória, que entra em vigor assim que publicada, mas ainda depende de aprovação do Congresso para não caducar. O calendário eleitoral pode dificultar essa análise antes do primeiro turno. A Fazenda preferia um projeto de lei, entre outros motivos pela necessidade de compensar a perda de arrecadação. A extinção das bets representa uma redução de cerca de R$ 12 bilhões na arrecadação federal.

Empresários do setor estiveram na quinta-feira, 24 de setembro, no Palácio do Planalto e no Ministério da Fazenda para discutir o futuro do mercado. Em julho, o governo já havia determinado que a publicidade das bets apresentasse advertências sobre riscos financeiros e dependência. Em abril, o partido do presidente apresentou projeto para proibir as bets em todo o país na Câmara dos Deputados.

Em relação ao endividamento, uma das propostas em discussão prevê a compra, pelo governo, de dívidas de pessoas físicas já consideradas perdas pelos bancos. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicou em entrevista ao UOL que a implementação não ocorreria ainda em 2026 e que o programa poderia ser executado a partir de 2027, caso haja novo mandato.

Oito dias antes do anúncio, o governo já havia reajustado o Bolsa Família em 15,04%, elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio de R$ 675 para R$ 777, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições.

Fonte: Poder360