
Uma coluna publicada pela Jovem Pan critica duramente o reajuste de 15,04% no Bolsa Família anunciado pelo presidente Lula a poucas semanas das eleições municipais. Na avaliação do colunista, o gesto escancara o uso político de um programa social que, segundo o texto, perdeu sua finalidade original ao longo dos anos.
O reajuste foi autorizado pelo ministro Gilmar Mendes, à revelia do TSE. O impacto nas contas públicas é de R$ 22 bilhões a mais em 2027, somados aos R$ 158 bilhões já previstos no orçamento de 2026.
A coluna também questiona a autoria do programa. Segundo o texto, o Bolsa Família não nasceu no governo Lula: foi no governo FHC que surgiram o Bolsa Escola, o Bolsa Alimentação e outras iniciativas de transferência de renda, que o PT depois reuniu sob um novo nome. A inspiração original, segundo o colunista, veio do economista Milton Friedman, Nobel de Economia, que propunha um auxílio simples e temporário até a pessoa conseguir emprego.
Hoje, o programa conta com 50,1 milhões de beneficiários. Segundo pesquisa do Datafolha citada na coluna, entre os beneficiários, Lula tem 53% das intenções de voto, contra 28% de Flávio Bolsonaro. O texto ainda aponta que 66 milhões de brasileiros em idade ativa estão fora do mercado de trabalho e levanta a hipótese, sem confirmar, de que parte dessa ociosidade pode decorrer do programa.
Fonte: Jovem Pan




