
O presidente Lula foi ao Flow Podcast nesta quinta-feira, 1º de outubro de 2026, e saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA). Ele afirmou que Wagner "não tem nada a ver" com o Banco Master nem com o Credcesta, e disse que "tudo que Jaques Wagner quer é ser chamado para prestar depoimento".
Lula explicou que, no tempo em que Wagner governava a Bahia, havia uma política ligada à cesta básica que deu origem ao que mais tarde se tornaria o Credcesta. Segundo o presidente, "Wagner vendeu para eles" e "eles passaram a tomar conta disso". Depois, ainda de acordo com Lula, tentaram transformar a instituição em banco já em Brasília. O presidente atribuiu essa mudança ao governo de Jair Bolsonaro, período em que Roberto Campos Neto presidia o Banco Central. Foi a partir daí, segundo Lula, que a instituição "começou a fazer maracutaia e trambique".
O Credcesta surgiu da privatização da Empresa Baiana de Alimentos durante o governo de Rui Costa (PT) na Bahia, passou a ser administrado por empresas ligadas ao Banco Master, e parte da operação foi comprada pelo Banco Máxima. Wagner foi alvo da 9ª fase da operação Compliance Zero, com 18 mandados de busca e apreensão cumpridos na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, além de medidas cautelares como proibição de contato entre investigados e suspensão de passaportes. A Polícia Federal apura, em tese, crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou em proposta de delação que pagava R$ 3 milhões por mês em propina a um grupo ligado ao senador: R$ 2 milhões via contrato entre o Master e a PKL One, e R$ 1 milhão em espécie a aliados de Wagner.
Fonte: Poder360




