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Notícias/POLÍTICA11/10/2026· KF News

Justiça italiana marca audiência para outubro de 2026 para decidir extradição de Carla Zambelli

Foto: Divulgação/Poder360

A Justiça da Itália marcou para 29 de outubro de 2026 uma nova audiência para analisar o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) ao Brasil. A data é posterior ao 2º turno das eleições presidenciais brasileiras.

Essa audiência está ligada à condenação de 5 anos e 3 meses de prisão imposta pelo STF. A pena foi por Zambelli ter perseguido um homem armada pelas ruas do bairro dos Jardins, em São Paulo, na véspera do 2º turno das eleições de 2022, depois de uma discussão política. O julgamento terminou com 9 votos a 2 pela condenação por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

Em julho de 2026, a Justiça italiana anulou a decisão anterior sobre esse pedido e determinou um novo julgamento. Os magistrados rejeitaram o argumento da defesa de perseguição política, mas pediram informações adicionais sobre a saúde de Zambelli e as condições do sistema prisional brasileiro. A defesa alega que ela tem fibromialgia e episódios de desmaio. O Brasil já enviou as informações solicitadas, o que viabilizou a marcação da nova audiência.

O tribunal italiano deixou claro que não vai reavaliar a condenação nem decidir se Zambelli é culpada ou inocente. Seu papel é verificar se o pedido de extradição atende às regras da legislação italiana e dos tratados internacionais.

Esse processo é separado de outro pedido de extradição que a Corte Suprema de Cassação da Itália, a mais alta instância judicial do país, negou em maio de 2026. Aquele caso tratava de uma condenação de 10 anos por envolvimento na invasão dos sistemas do CNJ. Naquela decisão, os magistrados apontaram dúvidas sobre a imparcialidade do STF, destacando que o ministro Alexandre de Moraes teria acumulado funções no processo, atuando tanto no colegiado que julgou o caso quanto como pessoa considerada prejudicada por um dos crimes atribuídos à ex-deputada.

O advogado Eduardo Mauricio afirmou, em nota, que o 2º pedido de extradição também deve ser negado, assim como foi o 1º. Ele informou ainda que prepara duas revisões criminais e dois pedidos de exclusão da Interpol, alegando que as condenações são abusivas e ilegais.

Fonte: Poder360