
A Justiça determinou a penhora de créditos do cantor Belo para tentar garantir o pagamento de uma dívida de honorários advocatícios de aproximadamente R$ 283,5 mil. A informação foi apurada com exclusividade pela colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles.
O credor é o advogado Marcelo Epifanio Rodrigues Passos, que afirma ter sido contratado por Belo em 2019 para representá-lo numa disputa judicial com o ex-jogador de futebol Denilson. O caso tinha relação com a compra do grupo de pagode Soweto. Segundo Marcelo, graças ao seu trabalho, a dívida de Belo com Denilson caiu de R$ 8 milhões para R$ 2,7 milhões após as negociações. Ele sustenta que seus honorários foram calculados com base nessa redução, mas que nunca recebeu os valores combinados.
No dia 14 deste mês, o advogado apresentou um novo cálculo da dívida, que subiu de cerca de R$ 224 mil para R$ 283,5 mil. Ele pediu a chamada penhora no rosto dos autos, mecanismo que permite reservar valores que Belo tem a receber em outro processo — que tramita na 34ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo — para cobrir o que é devido. Esses créditos estão relacionados a receitas e royalties da obra do cantor.
No dia 16, a 1ª Vara Cível da Regional de Butantã aceitou o novo cálculo e autorizou a penhora. Ainda assim, a decisão não garante que a dívida será paga: a 34ª Vara Cível ainda precisará definir a ordem de preferência entre os credores. Marcelo argumenta que seus honorários têm natureza alimentar, o que pode dar preferência ao pagamento.
Belo já havia sido chamado para pagar voluntariamente ou contestar a cobrança, mas não tomou nenhuma providência. Em uma tentativa anterior de bloqueio direto em suas contas bancárias, foram encontrados apenas R$ 938,18.
Fonte: Metropoles - Fábia Oliveira




