
O INSS ampliou o uso de informações enviadas pelos cartórios para ter mais controle sobre os benefícios previdenciários e reduzir pagamentos que não deveriam ter acontecido. Com essa integração, o instituto passa a receber com mais agilidade dados sobre óbitos, nascimentos e outras alterações que podem impactar aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.
O resultado já é concreto: segundo o próprio INSS, cerca de R$ 2,15 bilhões em pagamentos indevidos foram evitados em 2025 graças, entre outras medidas, a essa troca mais rápida de informações com os cartórios.
A estratégia representa uma mudança na forma de administrar os benefícios. Em vez de depender só de revisões feitas depois do problema, o governo busca identificar as mudanças o mais perto possível do momento em que elas acontecem — reduzindo o prejuízo antes de ele crescer.
Os dados dos cartórios são encaminhados ao Sistema Nacional de Informações de Registro Civil, o SIRC, que reúne informações utilizadas por diferentes órgãos públicos. Entre os registros mais importantes para a Previdência estão os de óbito. Quando uma pessoa que recebia aposentadoria, pensão ou outro benefício morre, a comunicação rápida permite ao INSS verificar a situação e interromper o pagamento, evitando que valores continuem sendo depositados depois do falecimento e que o governo precise correr atrás para recuperar esse dinheiro depois.
Fonte: Ler matéria original




