
A campanha do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu a prisão preventiva de George Marques da Silva e Silva, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, a Secom. O pedido foi apresentado ao Ministério Público Eleitoral.
A campanha de Flávio associou o servidor a uma mensagem que circulou nas redes sociais na sexta-feira, dia 25, incentivando o compartilhamento de informações sobre uma suposta tentativa de tirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A mensagem dizia: "Parem de divulgar retratação. Deixem o assunto rolar. Continuem compartilhando que Nossa Senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte." Depois, a publicação foi apagada.
O assunto havia ganhado força depois que a jornalista Maria Cristina Fernandes, em programa da Globo News, afirmou que parlamentares de extrema-direita, junto da bancada evangélica na Câmara dos Deputados, tinham planos de tirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. A jornalista não citou o nome de Flávio Bolsonaro.
Na prática, o deputado Professor Victório Galli (PMDB-MT), que se declara evangélico e aliado da família Bolsonaro, havia apresentado o projeto de lei PL2623/2007, que pretendia substituir a expressão "Padroeira do Brasil" por "Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos" na lei do feriado de 12 de outubro — a Lei nº 6.802/1980. O deputado alegou que a mudança respeitaria o princípio do Estado laico. O projeto foi rejeitado na comissão competente e arquivado em agosto de 2008. Segundo a matéria, a bancada evangélica estaria agora se articulando para desarquivar esse projeto.
Fonte: Ler matéria original




