
Quesede Ayres, ex-secretário-executivo da Secretaria de Saúde de Goiânia, foi preso duas vezes por suspeita de desvios que passariam dos R$ 10 milhões na pasta municipal. A primeira prisão aconteceu no dia 27 de novembro de 2024 — 15 dias depois de, segundo investigações da Polícia Federal, ele ter feito um depósito que seria destinado a Lulinha, o filho do presidente Lula.
Conversas às quais a CNN teve acesso mostram que, no dia 11 de novembro de 2024, a lobista Roberta Luchsinger mandou mensagem para Ayres cobrando R$ 100 mil com urgência. Na conversa, ela diz que o "homem" estava cobrando, ia embarcar e estava "enchendo o saco" atrás do dinheiro. Segundo as investigações, esse "homem" é Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Naquele mesmo dia, Lulinha embarcou no aeroporto de Guarulhos com destino a Lisboa. No mesmo voo estava Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Os dois visitaram uma fábrica e um galpão de produção de cannabis medicinal.
Na primeira prisão, o Ministério Público de Goiás apontou vantagens indevidas em contratos, desrespeito à ordem cronológica de pagamentos e prejuízos ao erário. Ayres foi solto dias depois. Em dezembro de 2024, voltou a ser preso por suspeita de desvio de R$ 10 milhões, após ficar dois dias foragido. Saiu novamente após cinco dias. Por conta dos desvios, o Tribunal de Justiça de Goiás decretou a intervenção do Estado na gestão da saúde de Goiânia. A defesa de Quesede Ayres não respondeu à CNN até a publicação desta matéria.
Fonte: CNN




