
A COP17 sobre Biodiversidade começou nesta segunda-feira (19), em Yerevan, na Armênia, reunindo cerca de 200 países. O tema que domina o início da cúpula é a redução dos subsídios públicos a atividades que prejudicam o meio ambiente, especialmente os combustíveis fósseis, que recebem 2,6 trilhões de dólares por ano — cerca de R$ 13,1 trilhões.
O Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, adotado na COP15 de 2022, estabelecia que esses subsídios fossem cortados em pelo menos 500 bilhões de dólares ao ano até 2030. Mas os países chegam ao encontro com poucos avanços nessa meta. O secretário-geral da ONU, António Guterres, foi direto durante uma cúpula de líderes na sexta-feira: "Subsidiar combustíveis fósseis equivale a subsidiar o suicídio."
O ministro chinês do Meio Ambiente, Huang Runqiu, na abertura do evento, também cobrou foco nas áreas em que o mundo está mais atrasado, citando a reforma dos subsídios nocivos. O presidente da WWF, Adil Najam, explicou que esses auxílios foram criados para gerar empregos e crescimento econômico, mas que seus efeitos negativos, em muitos casos, superam os benefícios.
No campo geral, o quadro é preocupante: espécies continuam desaparecendo, florestas e recifes de coral se deterioram e catástrofes naturais ficam mais frequentes. Os compromissos financeiros dos países ricos para apoiar os países em desenvolvimento também estão em déficit. A cúpula acontece três semanas antes da COP31 sobre o clima, prevista para a Turquia.
Fonte: Jornal de Brasília




