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Notícias/POLÍTICA05/10/2026· KF News

Abstenção nas eleições bate recorde desde 1998 com mais de 33 milhões de brasileiros ausentes

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mais de 33 milhões de brasileiros ficaram em casa e não foram votar no primeiro turno das eleições deste domingo, dia 4 de outubro. A abstenção atingiu 21,08% do eleitorado, o maior índice em uma eleição presidencial desde 1998, quando chegou a 21,49% no ano da reeleição de Fernando Henrique Cardoso.

Flávio Bolsonaro, do PL, terminou o primeiro turno com 47% dos votos válidos, enquanto Lula, do PT, ficou com 45% — uma diferença de pouco mais de 2,3 milhões de votos. O número de eleitores ausentes foi cerca de 14 vezes maior do que essa distância entre os dois. O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro.

A abstenção vem crescendo desde 2006, quando estava em 16,8%, passando por 18,2% em 2010, 19,4% em 2014, 20,33% em 2018 e 20,95% em 2022. Os votos em branco e nulos também subiram, chegando a 4,77%, contra 4,25% quatro anos atrás.

Os estados com maiores índices de ausência foram Mato Grosso do Sul (23,87%), Rio de Janeiro (23,32%), Minas Gerais (22,79%) e São Paulo (22,54%). Já os menores índices foram registrados no Ceará (15,52%), Roraima (17,12%), Piauí (17,16%) e Sergipe (17,30%).

Dados da Quaest, citados pelo diretor Felipe Nunes, mostram que a abstenção variou bastante por faixa de idade: entre eleitores de 55 a 59 anos ficou em torno de 11%, mas entre os de 70 a 74 anos chegou a cerca de 39%. Mulheres com ensino fundamental e mais de 70 anos registraram os maiores índices. Lula chegou a pedir a participação desse grupo na reta final, dizendo que fosse votar "nem que fosse pelos seus netos".

Fonte: Jornal de Brasília